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O Poder mental de Cristiano Ronaldo: Conclusão

IV Parte: a habilidade*

Neste quarto e último ponto de análise iniciada neste artigo, os investigadores pretendem estudar a habilidade do “astro” português.
O teste é levar a bola num percurso de 25 metros, onde atiradores furtivos, armados com armas laser, a tentarão atingir. O numero de atiradores aumenta conforme Ronaldo avança no campo e ele terá de utilizar toda a sua habilidade de drible e finta para impedir ser “atingido”.
Ele consegue fazer todo o percurso sendo tendo sido a bola atingida apenas uma vez. Este resultado extraordinário é o reflexo da combinação de uma série de técnicas de controlo de bola, toques, fintas, pequenos passos e simulações que lhe permitem escapar aos tiros “inimigos”.
 
A psicóloga desportiva Zoe Wimshurst refere como essencial para o sucesso, a autoconfiança e permanente pensamento positivo. O “firme acreditar” que vai ter sucesso e o facto da possibilidade de perder a bola “nem sequer entrar na mente” é condição critica para concretização deste resultado. O que o estudo do cérebro nos tem mostrado é que este tipo de pensamento não funciona como “wishful thinking” (optimismo) e sim como um condicionante do tipo de caminhos neurológicos a que estamos a aceder enquanto realizamos uma determinada tarefa. Ao acreditar que vai conseguir, coloca o seu sistema em modo de alerta, tornando-o mais capaz de encontrar respostas e soluções para os desafios que enfrenta.
 
Claro que a prática deliberada que CR7 desenvolve desde há muito na sua carreira, é fundamental para que, mesmo numa situação nova, ele consiga este tipo de resultados. Com este conhecimento experiencial já trilhado dentro do cérebro em inúmeras situações, a busca de soluções torna-se ainda mais rápida e assertiva. É este o mecanismo que permite que ele faça fintas e dribles a uma velocidade estonteante sem que tenha de pensar conscientemente em todas o processo em como elas se realizam.
 
Este teste reforça a ideia transmitida pelos anteriores, que a enorme mais valia de Cristiano não está nas pernas, nem foi atribuída à nascença. O talento de Ronaldo é o produto de um rigor mental, uma disciplina de treino e capacidade de adaptação fantástica, que ele escolhe aplicar ao futebol por ser apaixonado por este desporto. Estas são ótimas noticias, pois todos nós temos estas capacidades e podemos direcioná-las para nos tornarmos excepcionais naquilo que amarmos fazer!

*Veja o 4º filme aqui

Ricardo Peixe, formador LIFE Training e coach